domingo, 20 de fevereiro de 2011

Liliana

Sempre soube que me pertencias. Inconscientemente, sim… Mas sabia-o!

Foi na primeira vez que te vi, naquela manhã cristalina, que o senti. Lembro-me de te ver pelo canto do olho e de deitar sobre ti um segundo olhar. Algo aconteceu. Algo esse que não sei explicar; um click num botão, um choque nos nervos, uma palpitação descompassada, uma corrente eléctrica, uma inspiração momentânea… Chama-lhe o que quiseres mas, para mim, foi amor.

Tudo em ti despertou a minha total atenção e curiosidade. A maneira como o teu cabelo caía, tão perfeito e sem qualquer esforço; A maneira como o teu corpo se movia, tão sedutor e singelo; A maneira como o teu olhar me enlouquecia sem sequer te aperceberes. A intriga enchia o meu peito sem eu dar conta dela. E, sem dar por isso, amava-te. Inconscientemente, sim… Mas amava!

Mas não me pertencias. Não eras minha de querer ou de amar. Não eras minha de desejar! Corrias para os braços de outro quando te abria os meus. Vi-te feliz nos seus braços, mas também te vi chorar nos meus por ele (encantadora mesmo quando choras, digo eu). Desviava o olhar sempre que te via sorrir para ele ou até mesmo com ele. E sem eu notar, cada olhar, cada sorriso, cada toque que partilhavas com ele afectava-me. Inconscientemente, sim… Mas afectava!

Oh, que pecador era eu! Em rumo ao inferno, era esse o meu fado. Cobicei algo que não me cabia cobiçar. Um dos pecados mortais, soa-me. No entanto, para quê viver na infelicidade que me perseguia? Preferível seria se para o meu fado caminhasse. E, enquanto para lá caminhava, porque não abrir as portas ao prazer do amor? O destino já estava escrito, o mal já estava feito. Se já caminhava a passos largos para o inferno, amar não afectaria em nada essa viagem. Apenas a tornaria mais fácil de suportar… Sim, amava-te. Cobiçava-te, desejava-te. Pecava! Inconscientemente, sim… Mas pecava!

Até que um dia tudo mudou. A nuvem negra de miséria que me assombrava desaparecera. Deixei de ser cego, para passar a ver um mundo novo. Um mundo ao qual tu fazias parte. Um mundo no qual eras minha e eu teu. Um mundo ao qual chamas de realidade e eu de sonho. Temo todas as noites, ao deitar, adormecer e aperceber-me de que tudo isto – tudo o que criámos, tudo o que vivemos – se desvaneceu na minha mente. Vivo neste temor todos os dias. Temo perder-te, temo magoar-te, temo não te fazer feliz. Temo, dia após dia. Conscientemente, sim… Mas temo!

Mas agora que és minha, acredito. Acredito em mim, acredito em ti, acredito em nós! Aproveito cada momento contigo para que, se esse dia chegar – o dia em que tudo se desmorona -, poder recordar o máximo e o melhor.

E ainda hoje me cai o coração com a maneira como o teu cabelo cai, tão perfeito e sem qualquer esforço; Ainda hoje o meu coração bate mais forte com a maneira como o teu corpo se move, tão sedutor e singelo; Ainda hoje enlouqueço com a maneira como o teu olhar se abate sobre o meu.

Amo-te. Conscientemente, sim… E nunca me arrependerei disso.

5 comentários:

  1. Fico muito feliz por saber que estás feliz :D
    Beijinho

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  2. De todos os textos que escreveste em tempos e que me mandavas de facto este superou todos!
    Gosto muito de ti irmão e fico muito feliz por teres encontrado a tua fonte de inspiração e alguém para partilhar os teus pequenos momentos da vida. Fico a torcer por vocês e que esse amor dure ainda por muito mais tempo mesmo :)
    <3

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  3. Eu li este texto antes de ser publicado!! :D
    estavas doente cara de vómito! x)
    Está lindo irmão *.*
    gmt <3
    -CatarinaAlbuquerque

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  4. porque as incertezas acabaram (:
    agora quero que sejas feliz com a lili <3
    aqui para tudo meu leonardooo
    beijinhos

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