Amo-te.
É a única coisa que sei. Não sei o meu nome, não sei a minha idade, não sei a minha data de nascimento, não sei onde moro, o que fiz ou o que faço, o que disse ou o que digo. Nem sei porque existo! Nada sei, sem ser que te amo.
Mentira! Sei que existo porque vivo; e sei que vivo para ti, por ti. Sei que tudo o que digo ou faço está relacionado contigo; sei que te disse que te amo, e mantenho-me dizendo o mesmo e sei que fiz maravilhas e injustiças que, para mal dos meus pecados, continuo fazendo (ambas as espécies de crime). Sei que moro demasiado longe de ti, a precisamente 53,9km e a 31 minutos de distância. Sei que nasci a exactamente 204 dias depois do teu nascimento, que de certa maneira, não sabendo como o explicar, tudo teve a ver com o meu. Sei que tenho necessariamente um ano a menos que tu, dando-te vantagem sobre experiência de vida, sobre alegria e sofrimento. Sei que o meu nome é Leonardo, para combinar perfeitamente com o teu, quando juntos.
Aparentemente, tudo o que dizia não saber, sei. Mas continua a haver algo que nenhum outro conhecimento ultrapassa.
Eu, Leonardo Silva, sei que tu, Liliana Gonçalves, és o sentido da minha vida e que cada batimento cardíaco te é dedicado.
Eu sei que tudo sei, mas que nada sei, a não ser que te amo.
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