sexta-feira, 29 de abril de 2011

vontade de viver

"Menina, ao ver-te aqui dá-me vontade de continuar a viver."
Ao ver-te aqui, neste preciso e decisivo momento, sinto-me mais vivo que nunca, como que um recém-nascido.
Os teus cabelos a caírem em ondas selvagens. Os teus olhos, mistos de receio, medo, amor, ternura, paixão e desejo. Os teus lábios com sede dos meus. O teu corpo desnudo, branco como mármore, perfeito como diamante, encostado ao meu. O teu coração imparável que pulsa descontroladamente.
Ao ver-te assim dá-me vontade de continuar a viver. Um "assim" que nada tem a ver com os desejos perversos e imorais que pela minha mente passam. Não "assim" nua, com o teu corpo curvilíneo, sensual e apetecível. Mas assim! Exposta, frágil, vulnerável, completamente entregue a mim... minha!
O meu corpo anseia o teu, num puro pensamento de desejo. O meu corpo enche-se de desejo; o meu coração enche-se de amor, espalhando-o por todas as células do meu ser.
Menina, ao ver-te aqui dá-me vontade de continuar a viver. Rapariga, ao ver-te assim dá-me vontade de continuar a viver. Mulher, ter-te minha dá-meu vontade de continuar a viver.

Sem comentários:

Enviar um comentário